Posts Tagged 'Essa é Boas'

Piadas antroplógicas infames

Por que Lévi-Strauss atravessou a rua?
Para etnografar o outro lado.

Por que Boas atravessou a rua?
Para caçar salmão.
Variantes: 1) Para combater o racismo do outro lado; 2) Para caçar focas.

Por que Malinowski atravessou a rua?
Para trocar braceletes por colares.

Por que Leach atravessou a rua?
Para se tornar gumsa. Ou gumlao. Ou gumsa. Ou gumlao.

Por que Mary Douglas atravessou a rua?
Para entrar em contato com o outro lado e, assim, superar ritualmente o perigo que ele representava, incorporando-o ao sistema.

Por que Evans-Pritchard atravessou a rua?
Estava indo da aldeia para o acampamento.

Por que Mauss atravessou a rua?
Para retribuir a visita de Durkheim.

E por que então Durkheim tinha atravessado a rua?
Porque do lado de cá tem anomia.

Por que Barth atravessou a rua?
Para atravessar a fronteira étnica.

Por que Viveiros de Castro atravessou a rua?
Porque é lá que tem índio de verdade.

Por que Sahlins atravessou a rua?
Na verdade, ele pretendia voltar e atravessar de volta a rua, para então ser ritualmente morto pelos habitantes de cá, que não podiam tolerar o retorno do mesmo antropólogo que já tinha etnografado o local.

Por que Manuela Carneiro da Cunha atravessou a rua?
Para definir o que era etnia.

Por que Bourdieu atravessou a rua?
Por habitus.

E por que o antropólogo atravessou a rua??
Para chegar ao campo.

Mas por que a galinha atravessou a rua?
42.

**************************UPDATE**************************

Faltou dizer algumas coisinhas:

É bom dar nome aos bois. Tive ajuda da Adriana e do respectivo para as piadas. Ela inventou a de Durkheim e da Manuela, e o Marcelo inventou a do Bourdiei e a sensacional montagem lá de cima.

Aliás, contribuições são mais do que bem-vindas. Por exemplo, já adaptei a sensacional sugestão do vtYojr, e, inspirado por este, acrescentei a a da galinha.

******** UPDATE 2**************

Por que Lévi-Strauss atravessou a rua?
Porque suas fichas multidimensionais dos mitos nhambiquara não cabiam deste lado.

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Yet another stupid anthropological joke

I always knew “Bronislaw” was just an encription for “Brother”

Mais uma piada antropológica infame

Eu sempre desconfiei de que “Bronislaw” fosse só uma codificação para “Brother”.

A recente série de notícias ruins – parte 2

A cultura indígena, que o Estado e os antropólogos usam convenientemente para criar entraves para a pregação do Evangelho, se desmorona diante da imposição da ideologia do controle da natalidade e vacinas.

No final do século XIX, a moda em alguns lugares da Europa era ter, nos zoológicos, um espaço para a amostragem de uma exótica espécie: os índios.

Com o progresso da antropologia, os espaços indígenas dos zoológicos foram abolidos, para dar lugar aos zoológicos humanos em seu próprio habitat. Esqueça a antropologia guiada pelos princípios racistas e eugênicos do nazismo. A antropologia moderna avançou muito mais, distanciando-se de alguns elementos do extremismo estatal nazista (que significa nacional socialista), mas abraçando o extremismo estatal socialista, tão anticristão quanto o nazista.

O que muitos chamam hoje de cultura indígena é nada mais do que cultura estatista, ou cultura tutelada pelo Estado, onde os índios, por determinação dos governantes e dos caprichos de suas leis, enfrentam grandes dificuldades para ter acesso ao Evangelho de Jesus Cristo, mas têm enorme facilidade de acesso aos métodos de controle da natalidade e vacinações, imponentes símbolos modernos da intrusão estatal na vida das pessoas.

A cultura indígena, que o Estado e os antropólogos usam convenientemente para criar entraves para a pregação do Evangelho, se desmorona diante da imposição da ideologia do controle da natalidade e vacinas. Através de uma engenhosa intervenção estatal, as empresas farmacêuticas e sua ideologia de ganancia têm uma liberdade de penetração em tribos indígenas que nenhum missionário cristão ousaria sonhar.”

Tinha de ser. Tinha de ser. Tinha de ser. TINHA DE SER A TURMA DO VILÓSOFO.

A série de bobagens com interpretações francamente forçadas e uma completa idiotia (do grego idios – fechado em si mesmo) me deixa até meio assim de criticar esse treco. Por onde eu começo?

Como estou sem tempo, vou deixar vocês só com a mais divertida:

1) Nazismo = nacional socialismo

2) Hmm… socialismo…

3) Logo, nazismo = socialismo.

4) Ora, socialismo = esquerda.

5) Logo, nazismo = esquerda.

Q.E.D.

8 de março e aniversário do blog

Este blog foi inaugurado com um post que buscava relembrar o aspecto de constante luta política por trás do Dia internacional da lembrança da luta pela igualização (material)  dos direitos da mulher aos do homem. Desta vez incluí o “material” porque já somos iguais formalmente (não, SÉRIO?!?). Apesar da letargia em que o blog se encontra, eu não ia deixar passar isso batido.

Assim, por pura preguiça e auto-propaganda, já que minha birra é justamente com o fato de que esse aspecto é tão velado, relinko vocês para esse post, que, tristemente recebe muitas poucas visitas. Os mais “quentes” são os relativos à autonomia do Banco Central.

Depois de tanto tempo parado, creio que cabe um pequeno pedido de desculpas aos leitores. Estou devendo pelo menos 3 continuações: sobre histeria na literatura; a margem de erro das pesquisas de candidatos; e as desconstruções dos comentários “trollamente” machistas do Conjur no caso do juiz de Sete Lagoas.

Sofri um súbito acréscimo de atividades, o que inclui preparação de um projeto de mestrado. Aproveito para anunciar que, para alegria de uns e desgraça d’outros, invadirei a Antropologia! Tem sido divertido, mas consumido muito do meu tempo. Por exemplo, já posso declarar amor eterno e incondicional aos super-hiper-mega-fodões Franz Boas e Claude Lévi-Strauss.

Enfim, ficam aí meu pedido de desculpas aos leitores e minha pequena contribuição ao des-velamento do significado do dia 8 de março. Se podemos falar em “presente” para as mulheres nesse dia, lembrar desse significado é o melhor “presente” que podemos dar.


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