Apoio a Luiza Erundina

Depois de 3 declarações “negativas” de voto, é a hora de eu finalmente parar de fugir da raia e deixar de frescura declarar algum voto. Invertendo um poquinho a ordem, fi-lo primeiro lá no Arthur; faço-o agora neste espaço: Luiza Erundina, candidata à reeleição como deputada federal pelo PSB, 4021.

Ela seria um dos melhores quadros do PT, se não tivesse sido por este queimada. Sua projeção nacional começou quando se sagrou como a primeira prefeita do PT (talvez até a primeira de esquerda) de São Paulo. De cara, em resposta a membros que queriam meio que se apropriar da Prefeitura, falou que governaria para os paulistanos, e não para os petistas. Aliás, peço aos leitores que dêem o devido desconto, pois lembro dessa frase só de cabeça, e faz um tempo danado. E infelizmente não consegui encontrar outra fonte que me corroborasse.

Fez uma gestão muito profissional. Os mutirões habitacionais, por exemplo, foram ótimos. A população interessada metia a mão na massa. Dignificava o trabalho. Não era uma coisa vinda de cima para baixo, conforme o modelo malufista que se seguiria.

Mas, conversando com pessoas que lembram da gestão dela, tive a desgraçada experiência de tomar contato com preconceitos horríveis. Algumas delas “culpam” Erundina por “encher São Paulo de nordestinos” (ela mesma veio da Paraíba). Coisas como essa reforçam a minha sensação de que São Paulo é mesmo uma cidade malufista. Afinal, o injustificável ostracismo de Erundina mostra a ingratidão desta cidade, a qual simplesmente a fritou.

Não vou ficar escrevendo barbaridades livremente. Dêem vocês mesmos uma olhada no site da campanha: http://luizaerundina4021.wordpress.com. Limito-me a ressaltar que admiro a corajosa condição de “franco-atiradora” de Erundina – expressão usada com sentido eufórico, como explicado adiante.

O franco-atirador é um soladado com boa dose de independência. Vinculado embora ao grupo, sua atuação pode ser bastante solitária. Foi o caso dela quando aceitou, em 1993, integrar o governo do Itamar. O PT, então um partido tão festivo que ainda se opunha ao Plano Real, ficou enfurecido. Começou a fritá-la aí. Isso culminou em 1996, quando Erundina trocou o PT pelo PSB, onde permanece.

E mesmo no PSB ela não perdeu a independência. Fez críticas abertas à escolha de Skaf como candidato, e, honrosamente, disse-lhas. Com efeito, Skaf, que ironizei no post anterior, por mais progressista que seja (e é), parece meio fora de lugar num partido tão fortemente de esquerda. Partido que, assim como o PT, teve origem em classes sociais distantes do empresariado. E Erundina fê-lo sem medo de ser fritada de novo – mas duvido de que seja.

Assim, é com o coração e a mente que declaro meu apoio a Luiza Erundina.

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